DAS GRANDEZAS Gosto do tamanho de algumas coisas. O voo de uma borboleta ao entardecer. O pouso do pássaro num raio de sol. Teus pequenos passos dançando na terra. Uma gota despindo-se numa flor. Aquela brisa que umedeceu teu beijo. O olhar que perpetrou a sombra. A última cantiga deixada na noite. Em não me querendo modesto, a deslumbrar dimensões, Não faço apologia da métrica ínfima. Meço-me pelo sentir desterrado. O que me segue, cabe em meu sonhar a andar. Minha sensação de grandeza se emaranha de singelezas. Como a memória da água, por entre rios, a retornar a nascente. Como quando nos sabemos finitos, refazendo-nos começos. E se é tão grande, como os olhos que se traduzem no peito Carlos Daniel Dojja Imagem Pixabay